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Apresentação de dados

Atualizado: 22 de mai. de 2022


Dados podem ser apresentados e resumidos em diversos objetos. Entre eles, destaca-se a utilização de tabelas e gráficos.

Tabelas Estatísticas

A legenda das tabelas deve ser precedida da palavra Tabela e de seu respectivo número. A posição do título é alinhada à esquerda e acima da tabela. Para a construção da tabela devem-se respeitar as normas estatísticas e observar as normas para apresentação de tabelas, publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 1993).


Elementos essenciais de uma tabela

  • título: é a indicação que precede a tabela e que contém a designação do fato observado (o quê?), o local (onde?) e a época (quando?) em que foi registrado;

  • cabeçalho: é a parte superior da tabela que especifica o conteúdo das colunas;

  • coluna indicadora: é a parte da tabela que especifica o conteúdo das linhas;

  • corpo: é o conjunto de colunas e linhas que contém, respectivamente, em ordem vertical e horizontal, as informações sobre o fato observado;

  • rodapé: constituídos das seguintes informações:

  • fonte: é a indicação da entidade responsável pelo fornecimento dos dados ou pela sua elaboração;

  • notas: são informações de natureza geral, destinadas a conceituar ou esclarecer o conteúdo das tabelas, ou a indicar a metodologia adotada no levantamento ou na elaboração dos dados;

  • chamadas: são informações de natureza específica sobre determinada parte da tabela, destinadas a conceituar ou esclarecer dados.

Convenções usadas na construção de tabelas:

  • traços verticais: não serão delimitadas à direita e à esquerda por traços verticais (não devem ser fechadas à direita e à esquerda);

  • separação das colunas: será facultativo o emprego de traços verticais na separação das colunas no corpo da tabela;

  • traços horizontais mais grossos: as tabelas, excluídos o titulo e o rodapé, serão delimitadas no alto e embaixo, por traços horizontais mais grossos, preferencialmente.

Dicas e sugestões:

  • Não utilize mais casas decimais do que o necessário para não mascarar as comparações de interesse. Percentual e moeda devem ser representadas com duas casas;

  • Proponha um título autoexplicativo e inclua as unidades de medida. O título deve dizer o que representam os números do corpo da tabela e, em geral, não deve conter informações que possam ser obtidas diretamente dos rótulos de linhas e colunas;

  • Inclua totais de linhas e/ou colunas para facilitar as comparações. É sempre bom ter um padrão contra o qual os dados possam ser avaliados;

  • Ordene colunas e/ou linhas quando possível. Se não houver impedimentos, ordene-as segundo os valores, crescente ou decrescentemente;

  • Tente trocar de orientação (linhas por colunas) para melhorar a apresentação. É mais fácil fazer comparações ao longo das linhas do que das colunas;

  • Altere a disposição e o espaçamento das linhas e colunas para facilitar a leitura. Inclua um maior espaçamento a cada grupo de linhas e/ou colunas em tabelas muito extensas;

  • Não analise a tabela descrevendo-a, mas sim comentando as principais tendências sugeridas pelos dados.


Tipos de Tabelas


As tabelas, de forma geral, podem ser agrupadas em dois tipos:

  • Tabela simples: para apresentação dos dados de uma variável

  • Tabela de dupla entrada, cruzada ou de contingência: para apresentação dos dados envolvendo duas ou mais variáveis

  • Distribuição de frequência: para apresentação de variáveis contínuas transformadas em faixas

Exemplo de Tabela Simples








Exemplo de tabela de dupla entrada ou de contingência (cruzada)

Exemplo de distribuição de frequência












Gráficos Estatísticos

As séries estatísticas quase sempre são representadas por meio de gráficos, a fim de se obter, facilmente, uma síntese visual das principais características dos dados sob análise.


Características essenciais dos gráficos

  • simplicidade: é indispensável que se obtenha uma rápida apreensão do sentido gera; do fenômeno apresentado, a fim de que não nos percamos na observação de minúcias de importância secundária;

  • clareza: é fundamental que representemos os dados de tal forma que não haja dúvida quanto à sua correta interpretação;

  • veracidade: devem representar a realidade do fato sob análise. (não induzir à interpretação errônea)

Elementos indispensáveis e normas convencionais dos gráficos

  • título: acima do gráfico, completo, claro e conciso;

  • fonte: abaixo do gráfico;

  • legenda: não deve prejudicar a leitura do gráfico;

  • no desenho incluem-se apenas as coordenadas necessárias para guiar a leitura do gráfico;

  • a escala horizontal deve ser lida da esquerda para a direita e a vertical de baixo para cima;

Dicas e sugestões:

  • rotule os eixos apropriadamente, incluindo unidades de medida.

  • procure escolher adequadamente as escalas dos eixos para não distorcer a informação que se pretende transmitir. Se o objetivo for comparar as informações de dois os mais gráficos, use a mesma escala.

  • inclua indicações de “quebra” nos eixos para mostrar que a origem (zero) está deslocada.

  • tome cuidado com a utilização de áreas para comparações, pois elas variam com o quadrado das dimensões lineares.

  • não exagere nas ilustrações que acompanham o gráfico para não o “poluir” visualmente, mascarando seus aspectos mais relevantes.


Tipos de gráficos


A escolha do objeto adequado ajuda a transmitir a mensagem correta para o destinatário da informação. Neste sentido, a escolha do tipo adequado de gráfico pode surgir a partir da resposta para a pergunta: O que pretende apresentar?

Segue árvore de decisão para ajudar na decisão do gráfico mais adequado de acordo com o propósito:

Árvore de decisão para o tipo de gráfico

As ramificações da árvore foram organizadas de acordo com o propósito da apresentação: Relação; Comparação; Composição; Distribuição. Os nós da árvore são formados por questões relacionadas a natureza da informação, ao número de variáveis e grupos ou a natureza temporal (estático ou série).


Relação

Quando o objetivo do gráfico é mostrar a relação entre variáveis ​​ou inferir algum insight de relacionamento, sugere-se alguns gráficos:



Dispersão: Para análise da relação entre duas variáveis, a visualização sugerida é um gráfico de dispersão. As relações podem ser deduzidas através de técnica de agrupamento visual dos pontos, além de direção da tendência (linha) dos pontos.








Densidade 2D: exibe a relação entre 2 variáveis ​​numéricas. Um é representado no eixo X e o outro no eixo Y, como no gráfico de dispersão . Em seguida, o número de observações dentro de uma determinada área 2D é contado e representado por um gradiente de cores.





Bolha: No caso de três variáveis, uma visualização útil é o gráfico de bolhas. É semelhante ao gráfico de dispersão, mas também adiciona o diâmetro de cada ponto como variável agrupadora.








Comparação

O ramo da árvore de decisão do gráfico de comparação parte da opção de comparação entre itens/variáveis ou comparação ao longo do tempo.


Coluna: Neste tipo de gráfico, as categorias da variável independente (Xi) são registradas horizontalmente (eixo das abcissas) e sobre elas são levantadas colunas de alturas correspondentes à variável dependente (Fi), de tal forma que, entre as colunas, haja um intervalo um pouco mais estreito do que suas bases. A escala da variável dependente é construída no sentido vertical (eixo das ordenadas).





Barra: É utilizado com propriedade quando há legenda longa. Atende de modo especial à representação de séries específicas e séries geográficas, diferenciando-se dos gráficos em colunas apenas pela posição dos retângulos que, neste caso, ocupam a posição horizontal.


Quadro com gráficos incorporados: Para comparações de muitos grupos e muitas variáveis, a árvore de decisão sugere o uso de quadro com gráficos incorporados. Cada gráfico pode descrever o comportamento de diferentes variáveis ​​no contexto das duas dimensões que definem a tabela.






Mapa de calor: uma representação gráfica onde os valores individuais contidos em uma matriz são representados em uma escala de cores.








Linha simples: São utilizados quando um dos fatores é o

tempo e as observações são feitas a pequenos intervalos e em grande número. Este tipo de gráfico caracteriza-se por visualizar a continuidade das observações, permitindo acompanhar a evolução do fenômeno em estudo. O gráfico de linha compõe-se de segmentos de reta justapostos formando uma poligonal.




Radar (ou aranha): um tipo de gráfico bidimensional projetado para plotar uma ou mais séries de valores sobre uma ou mais variáveis ​​quantitativas.










Box-plot: Excelente gráfico para representar variáveis contínuas, pois apresenta várias medidas (mínimo, percentil 25, mediana, percentil 75 e máximo), além de indicação de possíveis outliers.









Violino: tem utilidade parecida com o Box-plot e permite visualizar a distribuição de uma variável numérica para um ou vários grupos. Eles são muito bem adaptados para grandes conjuntos de dados










Linhas múltiplas: Quando você tem uma linha de tempo e mais de um grupo (ou variável), os gráficos de linhas são ideais para comparar o comportamento de cada categoria ao longo do tempo.








Composição

A composição de variáveis e/ou grupos em um objeto de gráfico ajuda na apresentação dos dados ao longo do tempo ou estáticos (em um momento do tempo).

Rosca: Utilidade equivalente ao gráfico de pizza. O círculo inteiro representa 100% da variável. Cada seção representa uma parte (porcentagem) do valor total.








Pizza/Setores: É o gráfico que representa as partes de um todo por setores de um círculo, visando justamente comparar estas partes entre si e em relação ao todo. É norma para a utilização desse gráfico, que não haja setores em excesso a fim de que a característica do gráfico não seja prejudicada (visualização comparativa).






Cascata: Os gráficos em cascata mostram os incrementos e decrementos de uma série de valores, até seu valor final.









Coluna 100% empilhada: quando o período é pequeno e apenas a diferença relativa é importante, sugere-se gráfico 100% empilhados









Mapa de árvore: exibe dados hierárquicos como um conjunto de retângulos aninhados. Cada grupo é representado por um retângulo, cuja área é proporcional ao seu valor.








Dendrograma (ou diagrama de árvore): é uma estrutura de rede, constituída por um nó raiz que dá origem a vários nós ligados por arestas ou ramos. Os últimos nós da hierarquia são chamados de folhas.







Coluna empilhada: Quando a diferença relativa e absoluta da composição dos dados são importantes, e os períodos de tempo são poucos, sugere-se um gráfico de colunas empilhadas.








Área empilhada: Quando o período é contínuo e a diferença relativa e absoluta são importantes, é sugerido um gráfico de área empilhado.









Área 100% empilhada: Seguindo a lógica da coluna, área 100% empilhada é útil quando apenas a diferença relativa é importante.










Distribuição

Os gráficos desde grupo ajudam a compreender como os dados se distribuem, a fim de identificar padrão de comportamento.

Histograma: Gráfico destinado, principalmente, à representação de variáveis contínuas ou discretas (quando transformadas em faixas ordinal).








Linha de distribuição: Outro formato para representar a distribuição de uma única variável. Diferente do Histograma, a linha é apropriada em variáveis contínuas







Densidade: Para análise da relação entre duas variáveis, a visualização sugerida é um gráfico de dispersão. As relações podem ser deduzidas através de técnica de agrupamento visual dos pontos, além de direção da tendência (linha) dos pontos.







Nuvem de palavras: Gráfico especialmente útil para visualização dos dados em variáveis qualitativas nominais.











Dispersão: Para análise da relação entre duas variáveis, a visualização sugerida é um gráfico de dispersão. As relações podem ser deduzidas através de técnica de agrupamento visual dos pontos, além de direção da tendência (linha) dos pontos.







Superfície 3D: Quando a análise de distribuição requer uma revisão de três variáveis, um gráfico de superfície 3D é o gráfico adequado. O usuário pode analisar os dados em 3 eixos e correlacionar a distribuição como um pedaço de área, em vez de apenas linhas.






Gráficos Comparativos (ou combinados): Estes gráficos podem ser de colunas múltiplas, barras múltiplas ou linhas múltiplas e permitem a comparação de várias categorias numa mesma apresentação gráfica.









Referências: IBGE. Normas de apresentação tabular. 3. Ed. Rio de Janeiro, 1993. NUNES, Elvira Maria Alves; ALMEIDA, Wesley Marcos. Estatística Aplicada Usando Excel. Maringá: EDUEM, 2016. prof. Wesley Almeida, Escola de Negócios, PUCPR

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